SOBRE O CURSO BHAGAVAD-GITA EM 6 TEMAS COM PURUSHATRAYA SWAMI

Por que dar importância a um livro de 5.000 anos?*

Hoje em dia temos acesso a um volume de conhecimento muitíssimo maior do que em eras remotas. As universidades no mundo inteiro não param de produzir material de pesquisa e teses sobre todos os ramos de conhecimento. No caso da “ciência” e da “tecnologia”, por exemplo, não há como se comparar com o que se produzia a 50 anos atrás, o que dizer de 500 ou 5.000 anos. O avanço nessas áreas de conhecimento é aceleradíssimo.

Existe, no entanto, um ramo de conhecimento do passado que nenhuma pesquisa científica nem tratados filosóficos atuais poderão superar. Que conhecimento é esse? Trata-se de um conhecimento de natureza espiritual, um conhecimento transcendental, isto é, o conhecimento de coisas que fogem ao alcance de nossos sentidos e da lógica racional. Se queremos conhecer o que está por detrás da realidade que nos cerca, a essência de nosso eu e o que existe além da realidade fenomenal, para isso temos que recorrer a tratados espirituais milenares.

 

Nessa busca, inevitavelmente, iremos nos dirigir aos povos do Oriente, notadamente à Índia. Vamos encontrar na Índia uma fonte inesgotável de conhecimento de natureza existencial e espiritual. Qual seria a explicação para esse boom de conhecimento espiritual ocorrido na Índia nesses tempos tão longínquos? Primeiro, temos que considerar que o planeta naquela época era muitíssimo diferente do que vivenciamos hoje. A natureza estava intacta e pura. Foi nessa época que surgiram os conhecimentos do Yoga.

 

A Índia é o berço do Yoga. Muitos tornaram-se ascetas, afastaram-se dos centros urbanos, embrenharam-se nas florestas ou recolhiam-se em eremitérios. Numa atmosfera pacífica e natural, submetiam-se a severas austeridades e total renúncia numa intensa busca interior. Utilizavam técnicas severas de meditação e controle das energias sutis. Muitos alcançaram elevadíssimos níveis de iluminação espiritual em que tinham o canal da consciência aberto com a Transcendência. Dessa maneira, o puro conhecimento transcendental entrou na sociedade humana. É o que chamamos de revelação ou “conhecimento revelado”.

 

Para o benefício das pessoas vivendo no agitado mundo de hoje, estes conhecimentos foram registrados em livros que são verdadeiras escrituras sagradas. Nós sabemos que, por milênios, até poucas décadas atrás, o planeta estava dividido entre Oriente e Ocidente. Era como se fossem dois planetas distintos. No Ocidente, a consciência das pessoas em geral sempre esteve voltada mais para ao exterior, daí o impressionante progresso material. Já no Oriente, a introspecção é uma marca característica desses povos. Muitos processos de meditação e técnicas de controle das energias sutis foram ali desenvolvidos.

 

Quando Marco Polo chegou na Índia, ao final do século XIII, ele se espantou em ver uma cultura sofisticada e um saber evoluidíssimo. Naquela época, na Europa vivia-se tempos bárbaros. A precariedade da higiene pessoal e do controle sanitário eram a causa de enfermidades que abreviavam a duração de vida das pessoas e geravam focos de pestes que dizimavam populações. Como mercador, Marco Polo interessou-se somente por itens comerciais, como sedas, perfumes e especiarias. A Índia teve esse apogeu no passado. Os duzentos anos de dominação britânica trouxeram algum avanço material, como a rede ferroviária, mas desmantelou muito o sistema social original e até hoje vemos as consequências.

 

Ainda bem que o acervo cultural dos Vedas foi preservado. Hoje estamos vivendo na era das comunicações e da globalização. A barreira entre essas duas metades do planeta se desfez. O planeta tornou-se uma grande “aldeia global”, como bem definiu o filósofo Herbert M. McLuhan, no início dos anos sessenta. Hoje, facilmente podemos ter acesso do melhor que foi produzido no Oriente.

O subcontinente indiano é o berço de uma cultura impressionante. Aí surgiram os Vedas, o maior patrimônio de filosofia existencial e espiritualidade que a sociedade humana conhece. Existem os Vedas originais, constituídos pelos quatro Samhitas e centos de Upanishads. Esse acervo literário se expande em outros estilos literários distintos, a qual chamamos coletivamente de “literatura védica”. Nesta classe de literatura destacamos os dezoito Puranas, os Itihasas (épicos, como o Mahabharata e Ramayana), os Dharma-shastras (livros de leis), os sutras (tratados filosóficos, como Vedanta-sutras, Yoga-sutras, etc.). Em suma, ao todo, essa literatura védica comporta algumas centenas de livros! Todos eles numa concordância impressionante.

Agora vejamos o nosso caso: Onde se situa a Bhagavad-gita?

A Bhagavad-gita, que é o livro mais famoso de toda esta vasta literatura, é simplesmente um capítulo do maior poema épico do mundo, o Mahabharata, que conta as histórias deste glorioso período védico da Índia.

Que significa “Bhagavad-gita”?

 

O termo “Bhagavad-gita” pode ser traduzido como “A canção ou o poema (gita) do Senhor Supremo” (Bhagavat), que significa “o possuidor de toda a opulência”. Bhagavat refere-se a Krishna, que deu instruções a seu amigo Arjuna para livrá-lo da crise existencial que o assolou num momento crítico. E quem pode garantir de estar livre de crises? Isso demonstra que são instruções para toda e qualquer pessoa. Bhagavad-gita é tanto para as horas de crise quanto para os momentos em que tudo é favorável. Bhagavad-gita é o referencial mais seguro para viver bem nessa vida e, quando tiver que sair dela, sair bem: conscientes, em paz e com a sensação do dever cumprido. Assim podemos ir em frente com confiança.

A Bhagavad-gita é, definitivamente, o livro mais famoso de toda essa imensa literatura védica. Qual é a razão dessa importância? Por que é tão famoso? Apontamos aqui alguns motivos:

  1. É um livro que trata, numa linguagem clara e direta, dos temas mais profundos e sérios da existência.

  2. É falado por um ser divino, Krishna, a autoridade suprema no conhecimento dos Vedas.

  3. As instruções e ensinamentos deste livro tiraram Arjuna da crise existencial em que se encontrava.

  4. É um livro que revela a verdadeira natureza desse mundo, a essência do eu e as possibilidades no porvir.

  5. É um livro que revela os segredos da mente e da inteligência.

  6. É um livro que define o papel de um ser humano neste mundo.

  7. É um livro que trata da autorrealização – o processo de tornar-se cada vez mais consciente.

  8. É um livro que nos dá a noção de uma psicologia a nível espiritual.

  9. É a melhor e mais segura referência para a trajetória em nosso ciclo de vida.

  10. É o livro que define com mais clareza qual é o propósito da vida humana.

  11. É um livro que nos ensina a melhor maneira de sair desta vida.

  12. É um livro que nos ensina como neutralizar nosso karma latente e alcançar a liberação do samsara, a repetição de ciclos de vida.

 

A quem se destina este curso sobre a Bhagavad-gita?

  1. Primeiramente, a qualquer pessoa, principalmente se for inquisitiva e de mente aberta.

  2. É interessante também para um público interessado nas coisas da Índia.

  3. É importante para profissionais e público que lidam com yoga.

  4. Psicólogos e terapeutas terão muito material para pôr em prática.

  5. Religiosos em geral e estudiosos de ciência das religiões tirarão grande proveito.

  6. Assim como os interessados na filosofia Vedanta ou outras filosofias da Índia.

  7. O curso destina-se também a pessoas com inclinação filosófica.

  8. E, principalmente, aos buscadores da Verdade.

O curso “Bhagavad-gita em 6 temas: História, Filosofia, Psicologia, Ética, Yoga e Misticismo” te dará todas as ferramentas para entender o conteúdo original do livro.

Convidamos então a todos para participarem deste curso. É um curso temático. Como fruto de 45 anos de estudo sistemático e muitos anos de vivência na Índia, proponho oferecer uma metodologia de fácil compreensão que vai revelar a essência da mensagem deste importante tratado de filosofia existencial e espiritualidade.

Por Purushatraya Swami*

SOBRE O PALESTRANTE

Purushatraya Swami (Paulo Alexandre Klavin Junior) nasceu no Rio de Janeiro em 1945. Formou-se na Escola Naval como oficial de Marinha, mas não seguiu a carreira. Estudou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal e também cursou Teoria Musical na Escola Nacional de Música. Sua atração pela Natureza o fez enveredar pela atividade de paisagista. Ao mesmo tempo, empreendia uma intensa busca espiritual. O primeiro contato com a Bhagavad-gita deu-se nos primeiros anos da década de setenta, através de um pequeno volume da edição Pensamento. Este primeiro contato com o famoso texto causou um grande impacto em sua percepção espiritual. Conceitos como “não somos o corpo, mas a alma”, lei do karma, samsara e os três gunas “bombardearam” sua consciência. A partir daí sua busca dirigiu-se exclusivamente os conhecimentos da Ìndia. Em 1975, teve acesso à uma volumosa edição da Bhagavad-gita traduzida e comentada por aquele que tornaria seu mestre espiritual, Bhaktivedanta Swami Prabhupada. Em 1976, aos 31 anos, tornou-se um monge de bhakti-yoga na instituição de seu mestre, a Sociedade Internacional para consciência de Krishna. Como monge renunciado, o estudo da Bhagavad-gita tornou-se sistemático e cada vez mais aprofundado. Em 1978, peregrinou pela primeira vez na Índia. Daí para cá esteve muitas vezes na índia. Peregrinou por todo país. Em 1985, em Mayapur, Índia, foi aceito na egrégora de sannyasis da linha teísta do Vedanta, recebendo o título de “Swami”. Nos anos noventa passou praticamente toda década na Índia. Estudou sânscrito e foi docente num instituto internacional de filosofia, em Vrindávana, Índia, no tema “Filosofia comparada das linhas teístas do Vedanta”. Purushatraya Swami já ministrou um grande número de seminários e cursos sobre a Bhagavad-gita. Tem viajado intensamente por muitos países como palestrante. Atualmente tem sua base na Ecovila Goura Vrindávana, em Paraty, no estado do Rio de Janeiro, onde é o mentor espiritual da comunidade. É músico e autor de vários livros sobre filosofia existencial e espiritualidade.

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*O resultado financeiro deste curso será destinado ao desenvolvimento da ecovila Goura Vrindávana em Paraty (RJ). Saiba mais sobre o projeto em www.goura.com.br

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